solitude e solidão

Não me restou nada
A mente vazia não me permite escrever nada
Os dias vazios não me dão nada
A vida vazia não me mostra nada
Nada surge de uma mente infértil
Apenas as lamurias que não me abandonam
As palavras belas que eu tinha para ela
Onde estão?
As palavras de ódio regurgitadas em fúria
Onde estão?
Posso ouvir o sopro surdo que vive em minha mente
O hiato longo e profundo
Apenas a sua falta para me completar
Nada me restou nesses dias vazios
Nem tua presença fictícia
Nem meu amor shakespeariano
Tudo o que sobrou foram os ventos outonais
Que me assolam
Levando daqui tudo o que não me restava.

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sobre o fim do sentimentalismo

No fim das contas percebo que não sou maquina
E que não posso escrever sobre o que não sinto
Das palavras de amor e depressão que sentia
Dos sentimentos que me corroíam
De tudo aquilo que me deixava em estado de suspensão
Estar vazio de sentimentos é pior do que completo de tristeza
Estar num estado que nada me afeta realmente me preocupa
Não ter a quem amar
Não ter o que odiar
Apenas seguir uma vida sem sentido
Sem sentimento
Até que algo me chame atenção novamente
Vou vivendo sem ser mais um tolo sentimental
Por um tempo
Apenas o tempo em que você volte a me fazer sentir
Tudo o que sentia por você.

das lembranças vazias

Teu silencio me consome
Não sei o por que
Dos dias que passo sem você
Sem uma palavra tua
Não sei o por que
Os dias eram diferentes com a tua presença
Agora tudo o que tenho
É o teu silencio
Escrevo essas palavras
A cada linha lembrando de você
E percebo que vou te esquecendo
Não por querer
Apenas por você me esquecer
Aqui o vazio já me completa
A saudade já não é palpável
E você se vai
Deixando um espaço vazio em mim
O espaço que sempre ficou em branco
Esperando por um traço teu
O amor que sempre quis
E que nunca foi meu.