mea culpa

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Sim, o blog anda parado, sim eu ando sem tempo, sim as coisas andam diferentes.
Não, eu não deixei de escrever, não o blog não vai ser encerrado, não eu não vou postar coisas aqui além do que eu escrevo apenas pra preencher espaço…

Peço paciência aos que gostam do que escrevo…
Assim que possível, mais estupidez aparecerá por aqui.

abraços.

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sobre a espera e a esperança

waste

Quando os dias passam
Sem você perceber as horas que perdeu

Quando as palavras falham
Pra escrever a ela tudo o que sentiu

O tempo que perderam
As palavras que falharam
Os sorrisos que se encontraram
Os lábios que não se tocaram
Os corpos que não se enlaçaram
As poesias que declamaram
Os dias que se amaram

Vieram e se foram
Como a poeira num vendaval
Como os sonhos de um temporal
Como a carne que se abre
Na lamina de um punhal

A brevidade de um instante
O suspiro inquietante
O tempo que passa
Essa é minha sina

Sim, tudo passará
Na espera de uma palavra
Na espera de um sorriso
Na esperança de encontrar
Uma razão pra essa vida.

 

ode a procrastinação

Meus dias se encerram
Como morrem as possibilidades de minha vida
As chances que deixo passar propositadamente
Esperando que elas esperem por mim
Pelo resto de meus dias
Mas nem as noites esperam para me assombrar
Ingenuidade, infantilidade
Não
Burrice, apatia
Minha amada procrastinação
Assisto minha própria vida passar
Como um espectador que assiste tudo de cima
Sem ter o poder de interferir
Mesmo prevendo o iminente desastre que está por vir
Me escapa entre os dedos e se esvai como a névoa numa manhã ensolarada
Essa vida que não controlo
Esses dias perdidos num estado de espera
Esperando que a espera se acabe
Aguardando o fim da monotonia
Esperando chances que não voltam
Esperando que voltem possibilidades que não existem
Aguardando por um fim que não virá.

o adágio da adaga sangrenta

O sangue escorre silencioso
E o sussurro insone some de novo
A adaga sofre ao sangrar minha pele
E o adágio da morte silva em meus ouvidos
Sinto de sobressalto a lamina gelada
Expelida pelo sangue que não escorre mais
Do silencio harmônico e modorrento
Espero que as palavras salvem
As angustias que a adaga sangrenta não me permitiu dizer
Sem pressa ou clamor
Não peço que o tempo passe
Nem que se extinga o sangue que não escorre
Espero com a paz angustiada
Que a adaga sorva o que deveria sangrar
E cure com a lentidão de amores mal vividos
As dores que somente ela sabe curar
A sina da adaga sangrenta
Se encerra sem saber
Se ela seria assassina
Ou a amiga que um coração doente necessita.

cobranças e promessas

Lembra das horas em que ela olhava pra você?
Ela nada dizia
Mas seus olhos diziam mais do que você poderia compreender
Lembra de quando suas promessas eram mais do que palavras?
E as palavras eram mais do que joguetes para o seu próprio prazer
E das horas que passavam
Sem que o tempo lhe ferisse e escarnecesse de você
Lembra de tudo o que passou e que não pôde controlar?
Então lembra
E não deixa esquecer de tudo o que deixou passar
Lembra que não há mais tempo pro que não foi
Mas terá tempo suficiente
Pra todo o resto que virá.