das buscas sem fim

Das tormentas de uma vida
Ai, as dores já eram inesgotáveis
E dos torpores noturnos
Intermináveis
Sabia que em vão tentaria a cura
Mas sabê-lo  não faria
Com que encontrasse o que procura
Dos tempos execráveis que perdia
Não sentia
Sequer a brisa matutina
Quando estava em sua janela
Quando pro sol sorria
Ouvia o cantar da cotovia
E jamais entendera
Por que cantar pra mais uma noite que perdera
O véu que lhe cobria a face
Escondia
A sofreguidão de toda uma vida
Mas o sorriso sujo e mal cuidado
Avisava
Que sua busca ainda não havia acabado.

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rimas espectrais

O alvorecer de um novo dia desponta no céu
E já posso ouvir os bem-te-vis em minha janela
Pergunto aos fantasmas que somem com o fim da madrugada
E se assustam com o brilho da alvorada
Desses novos dias o que realmente me espera
Tais criaturas são mudas e sem visão
E percebo que não podem na verdade me dar caminho ou direção
O fato é que num ultimo adeus eles me apontam o coração

Sabio conselho de espectros malfadados
Apesar de não saber ao certo se seguia a voz da razão
Sobretudo sei que sempre segui meu coração

Ao tentar escutar os ultimos sussurros da noite, nada ouço
Nem ao menos o cantar dos bem-te-vis ou o crocitar dos corvos
Espero que a manhã venha abençoada para mim e para você
Livre de todas as possiveis alucinações
E que dê um novo animo para nossos debilitados corações.