juras de um covarde

Eu bolei mil juras de amor durante a semana
Pensava nela
Criava rimas com seus olhos
Depois rimava com seus lábios
Ouvia a sua voz até no canto dos pássaros
Agora chegou o fim-de-semana
Aquelas palavras de amor se perderam
Pois a covardia me consome
As juras de amor
Fogem de meus lábios
E seus lábios
Já não são tão rubros
E seus olhos já não brilham mais
Quem se deixa vencer pela covardia
Deixa de viver dia após dia
E a esperança de que ela saiba do seu amor
Vai embora
Deixando aqui apenas o remorso e o rancor.

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do medo ao egoísmo

O medo que sinto
É que alguém nesse mundo
Devote amor maior que o meu a você
É pensar que possa existir alguém
Que te ame mais do que eu amo
Então me corrôo de culpa
Pois tamanho egoísmo não existe
Não desejar que a pessoa amada sinta de outro alguém
Tamanho amor que lhe é dedicado
Pois sei que dos meus sentimentos não quer provar
E me corrói saber que não é possível
Que nesse mundo não haja outro que se encante por você
Que cultive o mesmo amor
Ou provavelmente um amor maior
Por alguém que merece ser amada de qualquer forma
Este egoísmo me consome
Pois sonho com a tua felicidade
Mas não uma felicidade que não venha dos meus braços
Por isso tenho medo
Pois tenho certeza de que encontrará tal amor
De que talvez seu amor também se manifeste
E que meu amor se esgote
Seque na fonte que nunca foi encontrada
Sei que há de ser feliz
Mas desejo que não esqueça
Que amor imenso por ti ainda existe
E por mais que se afaste e me esqueça
Meu medo e egoísmo sonharão que ainda voltará
E que em meu peito encontrará
O amor que aqui ainda reside.