o prelúdio da adaga sangrenta

Você se lembra há quanto tempo estamos presos nessa situação?
Eu pouco recordo na verdade onde tudo isso começou
Nossos encontros e desencontros
Mas é idiotice minha te fazer tal pergunta
Já que é claro para mim que você nem ao menos se sente presa a essa situação
Você se quer lembra de que houve alguma situação
O único que continua preso a malditas lembranças sou eu
Você vive sua vida
Encontra seus amores
Vive suas próprias paixões e desilusões
Você ao menos se lembra de que me amou?
Não se faça de desentendida
Eu sei o que você sentia
Eu era exatamente o que você precisava
Na hora em que você mais estava perdida
Eu sei exatamente o que se passa por sua cabeça
Eu fui sua ponte
Por onde você conseguiu sair de pesadelos e voltar a sonhar tranquilamente
Você me procurava
Você me cercou e cravou em meu peito uma adaga
Matou a paz que havia se instalado lá por muito tempo
Me ofereceu o que eu não procurava
Mas quando chegou ao seu destino de paz
Me esqueceu
Disse palavras de adeus
Mas deixou sua adaga cravada em meu peito ainda
Você deixou em mim tudo o que não pôde me dar
E levou consigo tudo o que eu sempre quis alcançar
Hoje se você me encontrar
Eu não passo de uma sombra
De tudo aquilo que sentia anos atrás
De todo aquele entusiasmo e euforia que corria em meu sangue
Hoje me resta esgueirar à procura de noticias suas
Tento te encontrar
Tentando ter o que nunca tive de você
Ou talvez apenas para que você leve embora o que deixou
Aquela adaga sangrenta
Que tentou me marcar a ferro o coração
E que apesar do profundo ferimento, nunca me matou.

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o fim de outra ilusão

O fim de um amor
Mais um amor
Um amor que não existiu
Apenas imaginações e pretensões
Apenas suposições
Mais um coração destruído
Pela falsa esperança quebrada
Pelo coração que mais uma vez sofre
Pela dor do amor

Esperar não ser enganado
Não ser enganado por mim mesmo
E por meu coração que se entrega facilmente
Um coração que anseia por atenção

O fim de um sentimento que não tem explicação
Que não tem motivo nem razão
Amar foi perder meus dias em vão

Amar sem saber se teria esse amor
Amar sabendo que seria mais uma desilusão
Como amores que tive
E que há muito tempo já morreram em meu coração.

desacreditando

Criar expectativas quando ninguém te diz que deve criá-las
Acreditar em algo que não é real
Pensando que poderia se tornar real um dia
Quando o sonho não depende só de você
Não espere o que não te ofereceram
Não espere que haja um milagre
Que o sentimento possa surgir no campo árido
Semear um solo infértil
Regar plantas mortas
Acreditar que um dia irão florescer
Apenas por sonhar que um dia darão frutos
O que não existe não se cria da noite pro dia
O coração que não ama
Não pulsará apenas por te encontrar
Tentar amar simplesmente é impossível
Quando tal pessoa se nega a amar e ser amada
Esperar o amor de quem não te ama
Implorar por atenção quando te ignoram
Esperar um afago da mão que te esnoba
Rejeitar seu amor depois de roubar seu coração
Agora penso que tudo isso foi em vão.