o ultimo sentimental

Eu já ouvia os passos da perseguição alucinante
As vozes dos perseguidores gritando em meu encalço
-Morte ao sentimentalismo! Morte ao sentimentalismo!
-Que absurdo, eu pensava
E respondi a plenos pulmões
-Não se pode matar o sentimentalismo!
-Eu mesmo sou apenas um meio! Isso está arraigado a minh’alma!
O rugido feroz dos céticos estrondeou em minha volta
Eu podia sentir o ódio dos que não amam ao meu redor
Então a resposta veio num sussurro quase inaudível
-Arrancaremos pela raiz. Arrancaremos pela raiz.
Eles queriam apenas meu sangue
E acabar com o ultimo sentimental
Então gritei num ultimo ato de desespero
-Vocês nunca triunfarão! Pois do amor, e não da razão, nascerão suas sementes, e é ali que o sentimentalismo nasce. E mesmo que hoje, seja eu, o ultimo sentimental, amanhã virão outros, vindos de dentro de vocês!
Então das sombras eles surgiram
Os céticos, os ateus, os que não amavam e os que apenas odiavam
Então sem dor, sem medo, apenas sabendo que havia acontecido
Eu estava acabado, mas o sentimentalismo estava lá
Pairando sobre suas cabeças e arraigado em alguma alma que não se revelava
E este foi o fim, do ultimo sentimental
Então desapareci, tendo apenas em meus ouvidos o ultimo aviso, daqueles que não amam e nem se deixam ser amados
-Morte ao sentimentalismo! Morte ao sentimentalismo!

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5 comentários sobre “o ultimo sentimental

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