homenagem a harry haller

Tem uma angustia presa no meu peito
E um sorriso falso em meus lábios
Um grito preso na garganta que sufoca minha alma
Meu dedo em riste que aponta os medíocres
Que toma a voz de minha boca
E profere as indignações
Presas em algum lugar entre meu cérebro e minhas cordas vocais
Os urubus e corvos rondam
Os urubus sem asas que rondam ciscando as migalhas
Os que regurgitam falácias e mal dizer em minha volta
As bestas que foram rejeitadas nos piores lugares
Se agrupam
Preparam seu ataque de mediocridade e podridão
Afrontam minha capacidade de percepção
São capazes de não serem capazes de perceber
Que abutres como eles
Que fazem suas sujeiras sem poder fugir para longe
Não podem atingir os de alma prevenida
Sua mediocridade não me atinge como ferro quente
Apenas me dão a oportunidade de lhes arreganhar os dentes
Como um cão feroz
Ou simplesmente como o bom e velho Lobo da Estepe.

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