ode a procrastinação

Meus dias se encerram
Como morrem as possibilidades de minha vida
As chances que deixo passar propositadamente
Esperando que elas esperem por mim
Pelo resto de meus dias
Mas nem as noites esperam para me assombrar
Ingenuidade, infantilidade
Não
Burrice, apatia
Minha amada procrastinação
Assisto minha própria vida passar
Como um espectador que assiste tudo de cima
Sem ter o poder de interferir
Mesmo prevendo o iminente desastre que está por vir
Me escapa entre os dedos e se esvai como a névoa numa manhã ensolarada
Essa vida que não controlo
Esses dias perdidos num estado de espera
Esperando que a espera se acabe
Aguardando o fim da monotonia
Esperando chances que não voltam
Esperando que voltem possibilidades que não existem
Aguardando por um fim que não virá.

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