das tormentas e catástrofes

Escuto o sopro vazio de promessas
E sinto o cheiro podre da estagnação
Ouço quando os ruídos da aurora chegam
Mas o breu cobre meus olhos atualmente
Um véu que me sussurra promessas cobre meu peito
E as angustias se aninham nas palavras frias

Quando jaz um sentimento em sepulturas mal guardadas
As moscas da tormenta carregam as lamurias de lá para cá
A polinização das tormentas se intensifica
Nos solos mal aguados do coração seco e descarnado
Perco a conta dos dias malfadados
Sobrepujados em catástrofes mundanas

Sou somente o que escolho levar
E dos amores e paixões
Não tive sequer um ínfimo prazer
Vivo do que escolho cultivar
Das lamurias de um coração doente
Das blasfêmias de um descrente
Da solidão de uma mente perdida
De um ser nascido pra não viver.

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4 comentários sobre “das tormentas e catástrofes

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