o adágio da adaga sangrenta

O sangue escorre silencioso
E o sussurro insone some de novo
A adaga sofre ao sangrar minha pele
E o adágio da morte silva em meus ouvidos
Sinto de sobressalto a lamina gelada
Expelida pelo sangue que não escorre mais
Do silencio harmônico e modorrento
Espero que as palavras salvem
As angustias que a adaga sangrenta não me permitiu dizer
Sem pressa ou clamor
Não peço que o tempo passe
Nem que se extinga o sangue que não escorre
Espero com a paz angustiada
Que a adaga sorva o que deveria sangrar
E cure com a lentidão de amores mal vividos
As dores que somente ela sabe curar
A sina da adaga sangrenta
Se encerra sem saber
Se ela seria assassina
Ou a amiga que um coração doente necessita.

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