a entrega

abismo

Me entregando
Penso que já fiz isso por vezes que nem creio mais
Me entregar a algo sem garantias
Sem saber ao certo se
Ao que me entrego
Realmente quer me receber
Me jogo como um cego
Num abismo infinito
No qual a queda
Me dá calafrios
Calafrios de prazer
Calafrios de medo
O frio na espinha que não controlo
E que me faz pensar
Que sou apenas um estúpido
Pensando no que não tenho
E no que provavelmente não vou ter
Ao me entregar
Renego a tudo que é meu
Por instantes deixo de lembrar
De tudo que corrói minha vida
Ao me renegar
Me deixo em tuas mãos
E que elas saibam onde me levar
Pois já me perdi há dias atrás
Quando olhava no abismo dos teus olhos.

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