dupla, dois, personalidade, consciência, UM.


Aquele rapaz vivia mais um dia a reparar no seu quarto vazio
Não que o quarto fosse vazio de coisas fisicas, pois tudo o que o rapaz necessitava ali ele encontrava.
Porém em nada havia um sentido, uma lembrança, um valor que não se mede por dinheiro algum.
Isso era no que acreditava o rapaz.
Em seu quarto vazio ele se sentia incomodo por alguma presença.
Algo que o fazia ter raiva e medo
Porém as vezes lhe dava alguma satisfação, mas raramente ele assumia.
Aquele outro rapaz com quem seu quarto dividia.
Além do quarto, a cama, a vida e certas atitudes.
Frequentemente era incomodado pelo rapaz que olhava para aquele quarto completo de coisas e valores
De inumeras possibilidades e variaveis
Aquele rapaz que dias e noites dividia a cama com ele
E o qual, o empurrava a olhar as coisas de forma mais simples para se viver.
Saber lidar com certos valores que não eram tão importantes, e que não valia a pena lhes dar tanta atenção.
O rapaz as vezes sentia-se empurrado para fora de sua cama e seu quarto por esse invasor
Tantas vezes o amaldiçoava e maldizia, tamanho era o odio que sentia em seu peito.
Mas por tantas outras vezes o agradecia por estar ali, dividindo seu espaço e lhe mostrando outras faces da vida.
A duvida era grande certas vezes
Se a companhia era agradavel ou insuportavel
Certa vez ele decidiu que nunca mais aceitaria a presença do outro.
E assim lhe informou, que nunca mais voltasse, e este se foi.
Sem brigar, pois já estava cansado de empurrar o rapaz da cama, e obriga-lo a ver tantas outras coisas desconhecidas.
O rapaz se alegrou aos primeiros minutos
Se acostumou nas primeiras horas
E se aborreceu nos primeiros dias
Como suportou tal aborrecimento por tanto tempo é inexplicavel
Mas após meses de quarto vazio
E o sussurro sombrio que por sua mente passava
dias e dias:
Onde ele estará?
Então sem esperar o outro voltou.
Apontou para coisas que pareciam vazias, e nova vida e sentido elas ganharam.
O rapaz sorriu para o outro que sentava ao seu lado na cama
Sentiu o empurrão que sentia falta
Saltou da cama e olhou para ela.
Lá estava
Sem ninguém
Mas já não estava vazia.
Nem a cama e nem o quarto
Nada mais era vazio
O rapaz sentia-se completo de si mesmo.
Completo de alguém que sabia que viveria.
Finalmente o rapaz era ele mesmo
E em pequenas coisas sentia alegria
Finalmentente
Finalmente ele dizia.

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3 comentários sobre “dupla, dois, personalidade, consciência, UM.

  1. Olá, olá! Seu blog já é meu favorito faz um tempo… Buscava sei lá o quê e, por acaso, acabei encontrando aqui. Faz um tempinho que não o leio, confesso… Mas, tentarei dar uma atualizada, ok?
    Abraços e bons escritos!

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