das buscas sem fim

janeiro 28th, 2012 § 2 Comentários

Das tormentas de uma vida
Ai, as dores já eram inesgotáveis
E dos torpores noturnos
Intermináveis
Sabia que em vão tentaria a cura
Mas sabê-lo  não faria
Com que encontrasse o que procura
Dos tempos execráveis que perdia
Não sentia
Sequer a brisa matutina
Quando estava em sua janela
Quando pro sol sorria
Ouvia o cantar da cotovia
E jamais entendera
Por que cantar pra mais uma noite que perdera
O véu que lhe cobria a face
Escondia
A sofreguidão de toda uma vida
Mas o sorriso sujo e mal cuidado
Avisava
Que sua busca ainda não havia acabado.

Onde estou?

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