transfiguração
setembro 13th, 2011 § Deixe um comentário
Sou o que tu me pedes para ser
Teu porto seguro
Teu vazio em dias mortos
As tardes quentes de verão
E o calor que te falta no inverno
Quando pedes sou teu chão
E te cubro como um céu de algodão
Sou teu amante obscuro
Sou teu santo, teu amigo
Quando pedes me viro em dois
E quando precisas sou o único que te serve
Sou um nada quando não precisas de mim
E sou tudo o que você sempre quis
Quando não falta nada
Sou apenas eu mesmo
Esperando que tu sejas minha
Sendo você mesma
Sem mais nada a esperar
Sem mais nada em entrelinhas
