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Archive for Abril, 2009

going nuts

nuts

A loucura que me sorri a cada noite triste
É a mesma que tento crer que não existe
A loucura que me mata em dias frios
São as responsáveis por todos os calafrios
Que transcorrem cada canto de minha pele
Como caricias que me afagam quando querem
A loucura é simplesmente o ponto de partida
Que determina exatamente o começo e o fim da minha vida.

A simples complexidade do amor

pedra

Quem disse que existe justiça quando o assunto é amor?
Quem disse que há nexo entre o real e o imaginário?
O amor que brota de seu peito nem sempre é o esperado
Quanto mais comandado
Você espera por um momento
E espera um motivo
E quando recebe o que não esperava
E o que não esperava era o pior
Mesmo que fosse de brincadeira
Mesmo que fosse o normal
Mas o que era inesperado se torna o obvio
E quando não se tem noção com o que se diz
Com o que se provoca
O amor não é um bicho domesticável
Não se ensina o amor dando carinho e lhe dizendo parabéns
O amor é algo que deve ser conquistado sem artifícios
Mas o que fazer quando não se sabe o que fazer com seu amor
O que fazer quando seus sentimentos são uma rocha?
Um mineral, não o impenetrável
Mas o que é necessário ser lapidado
Por mãos cuidadosas e zelosas
Esperar por essas mãos?
Ou atirar os sentimentos brutos
Como pedras, na face de quem amamos?
Até os maiores e melhores sentimentos machucam
Amar dói
E querer ser amado muito mais.

A simplicidade do vazio

nobody

As vezes tenho que acreditar que há um propósito maior
Um propósito pra minha vida
Pra sua vida
Pra vida dos que me cercam
Pois tudo que vejo e vivo
Não tem nexo
Conectividade
Congruência
Vezes em que preciso tentar acreditar
Talvez me enganar
Ou fazer-me pensar, que acredito, em algo impossível de crer
Sem nexos como meus pensamentos
Passam os dias que perco
E não me prendem a nada que poderia ter sido
A vida que passou
Os dias que viveram
Os outros que morreram
Sempre uma incongruência que me cerca
Sempre a aflição de que nada fará sentido
De que os dias passaram
E que tudo que vivi foi em vão
Pensar no que não deveria
Querer as coisas que sempre tive
Sem saber que sempre foram minhas
Desejar as que nunca tive
Sabendo que nunca as terei
Assim segue o tempo
Que teima em não passar
Ao menos em minha mente
Pois o tempo que perco é maior que qualquer possibilidade
De viver um tempo mais precioso que o passado
Os dias passaram
E se continuarão passando não posso dizer
Pois quem dirá que sabe de seu futuro
De que sabe dos dias que virão
Ninguém
Ninguém