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Archive for Janeiro, 2008

Dias de chuva

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Sempre gostei de dias de chuva
Talvez nem tanto dos relâmpagos e trovões
Mas sempre gostei da chuva
Do “cheiro da chuva”
De quando ela bate na terra seca e sobe aquele aroma maravilhoso
E principalmente quando nisso tudo se incluía:
Um fim de tarde,
Um domingo,
E um lanche na casa do meu avô
Apesar de nunca ter sido muito ligado com meus avós
Mas aquela casa
Essa tinha algo de especial
Principalmente aos fins de tardes de domingos chuvosos
Chuva de verão de preferência
Aquela que cai sem dar recado
E vai sem dar adeus
Mas as tardes chuvosas eram boas em lugares diversos
Nas ruas de terra da casa da Ilhabela
Até na rua asfaltada de Porto Alegre
Se lavava minha alma, não sei
Mas era diversão na certa
Sempre gostei dos dias de chuva
De tomar banhos de chuva
De pisar na poça lamacenta
E voltar pra casa imundo, escutando os xingamentos da mãe
Depois tomar um banho quentinho
Um copo de nescau ou toddy bem gelado
E um pão bem quentinho com manteiga
Ah, esses eram dias especiais
Dias que não voltam mais
Ao menos para mim
Espero que essa ingenuidade siga em frente com as próximas crianças
Talvez com meus filhos se um dia os tiver
Ou filhos de quem for próximo a mim
Ou apenas filhos de quem quer que seja
Desde que aproveitem a ingenuidade passageira
E aproveitem um bom banho de chuva
Pois eu já não posso mais aproveita-los
O ultimo que tomei me rendeu uma gripe, febre e dor no corpo
Sem contar o quanto eu maldisse essa chuva
As coisas passam sem percebermos
O que me agradava ontem
Pode não agradar amanhã
Por isso tento ainda aproveitar as coisas simples da vida
E que me parecem demasiadamente passageiras
Ah, como eu gostava dos dias de chuva.

Do silencio à estupidez

Janeiro 12, 2008 felipe mentiaca 1 comentário

De volta ao trabalho, ou ao prazer, seja lá o que for
Depois de um tempo volto a castigar quem lê este blog com meus
pensamentos estupidos.

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Dias e dias sem palavra alguma
Meses sem ver a cor da tinta
Semanas sem sentir o arranhar da pena barata
A tinta falha no papel
E as palavras fogem de minha mente
Faltam até sentimentos em meu coração
É tempo para aprender que não sou o senhor da razão
Mediocridades e mentiras sem escrúpulos passaram por esse tempo de silencio
Apenas vou aprendendo que não terei todo o tempo da vida para tais coisas
A tinta de minha caneta tenta tomar nova vida
Vida nova é o que espero
Dessa vida breve que tenho levado sem esmero.